Sporting - Jornada 1
Em tempos idos, e quase seguramente após jogos/arbitragens contra Porto ou Benfica, José Mota pediu para “respeitarem o Paços de Ferreira”. E o Sporting, por razões que a ciência desconhece, insiste em respeitar o Paços, seja este de José Mota ou dum equivalente funcional sempre demasiado próximo. A estreia leonina na liga 10/11 foi, enfim, aziaga, mas, bem vistas as coisas, nem tanto assim. Primeiro, é de bom-tom notar que os Sporting campeões têm acentuada tendência para começar as ligas de forma ruinosa. De nada vale, por exemplo, começar a época com onze vitórias consecutivas no campeonato (como em 90/91), para depois, naquilo que mais parece uma impossibilidade factual, acabar a treze pontos do primeiro lugar. Segundo, embora se tenha começado com o pé esquerdo, note-se que, ao menos, esse pé esquerdo não foi o do jogador Grimi – uma ausência do onze que, pessoalmente, considero que, mais do que merecer uma plateia a aplaudir de pé (não é entusiasmo que chegue), merece um motim prisional em sua homenagem. Terceiro, o Sporting é, e será sempre, um clube com notórias dificuldades para jogar à bola em campos onde os placards publicitários interactivos ainda não substituíram uns muros pintados com publicidade a oficinas, muros esses que, como é sabido, distam meio metro das linhas laterais e de fundo.
Na verdade, a Mata Real é, desde há já demasiados anos, terreno negro para o leão: dois míseros golos nas seis últimas épocas é um péssimo pecúlio sob qualquer prisma analítico (excepto se for o de Hélder Postiga, que, nesse caso, passa de “péssimo pecúlio” a “vá lá, vá lá”). Mais: examinando, com minúcia, esses dois golos, percebemos que um deles foi do avançado Djaló, em 2007/08, o que comprova inequivocamente a excentricidade e aleatoriedade dos tentos leoninos em Paços de Ferreira. Ainda mais: repisando ainda, de forma comprovativa, este último fenómeno de aleatoriedade, note-se que as duas duplas ofensivas que conseguiram levar o leão ao golo na Mata Real nas últimas seis épocas foram constituídas por Romagnoli/Djaló e Bueno/Liedson. Portanto, não vale mesmo a pena sobreanalisar esta derrota.
Não se deixe, por isso, e contudo, de destacar o que disso é digno. No último sábado, os avançados do Sporting e o Polga deram-nos inúmeros exemplos práticos de como falhar golos de cabeça na pequena-área; o actual guarda-redes do Paços, Cássio, é demasiado parecido com o ex-guarda-redes do Paços, Peçanha, para não fazer confusão na cabeça das pessoas de bem; Postiga acertou na barra quando uma cortina de fumo não deixava ver a baliza (quando não havia nuvem de fumo, acertou no Cássio e nos muros e redes atrás da baliza); Caetano, filho de uma ex-glória do Tirsense (sim, esta expressão existe), jogou de forma competente, sobretudo se atentarmos no facto de ser uma criatura a quem nenhum dono de café desbloquearia a máquina de tabaco; e, finalmente, como last but not least de tudo isto, Carlos Carneiro, ex-avançado pacense, estava no banco, de fato e gravata, a ver a bola. Embora, vá, possa ter sido coincidência – podia ter vindo de ir pedir um empréstimo ao banco, não sei. A rever.
Já amanhã, o Sporting recebe o Brondby, sendo que, julgo que de forma inédita na sua história, defronta então consecutivamente duas equipas amarelas. A óbvia improbabilidade estatística de um clube perder, de forma consecutiva, com duas equipas amarelas leva-me a apontar o Sporting como claro favorito.
Na verdade, a Mata Real é, desde há já demasiados anos, terreno negro para o leão: dois míseros golos nas seis últimas épocas é um péssimo pecúlio sob qualquer prisma analítico (excepto se for o de Hélder Postiga, que, nesse caso, passa de “péssimo pecúlio” a “vá lá, vá lá”). Mais: examinando, com minúcia, esses dois golos, percebemos que um deles foi do avançado Djaló, em 2007/08, o que comprova inequivocamente a excentricidade e aleatoriedade dos tentos leoninos em Paços de Ferreira. Ainda mais: repisando ainda, de forma comprovativa, este último fenómeno de aleatoriedade, note-se que as duas duplas ofensivas que conseguiram levar o leão ao golo na Mata Real nas últimas seis épocas foram constituídas por Romagnoli/Djaló e Bueno/Liedson. Portanto, não vale mesmo a pena sobreanalisar esta derrota.
Não se deixe, por isso, e contudo, de destacar o que disso é digno. No último sábado, os avançados do Sporting e o Polga deram-nos inúmeros exemplos práticos de como falhar golos de cabeça na pequena-área; o actual guarda-redes do Paços, Cássio, é demasiado parecido com o ex-guarda-redes do Paços, Peçanha, para não fazer confusão na cabeça das pessoas de bem; Postiga acertou na barra quando uma cortina de fumo não deixava ver a baliza (quando não havia nuvem de fumo, acertou no Cássio e nos muros e redes atrás da baliza); Caetano, filho de uma ex-glória do Tirsense (sim, esta expressão existe), jogou de forma competente, sobretudo se atentarmos no facto de ser uma criatura a quem nenhum dono de café desbloquearia a máquina de tabaco; e, finalmente, como last but not least de tudo isto, Carlos Carneiro, ex-avançado pacense, estava no banco, de fato e gravata, a ver a bola. Embora, vá, possa ter sido coincidência – podia ter vindo de ir pedir um empréstimo ao banco, não sei. A rever.
Já amanhã, o Sporting recebe o Brondby, sendo que, julgo que de forma inédita na sua história, defronta então consecutivamente duas equipas amarelas. A óbvia improbabilidade estatística de um clube perder, de forma consecutiva, com duas equipas amarelas leva-me a apontar o Sporting como claro favorito.
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6 Comentários:
Não gosto nada desta nova produção dos GANA...
Tens bom remédio, anônimo.
A improbabilidade estatística acabou por acontecer!
Bruno Aleixo... Esta tua nova 'cena' n tem ponta por onde se lhe pegue. Mais valia que fizesses uns programas a falar de futebol nacional. Convidavas a pandilha do costume. Iria ser um sucesso tal como todos os teus restantes programas. (excepto Isto :S )
O Caetano já me aviou um gelado. A bolacha vinha moderadamente rija.
és muita seco bruno aleixo,
tu nao fazes humor, fazes as pessoas terem vomitar e depressões pelo abismo onde o humor nacional está a cair.
ainda tivéssemos um tosh...
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