Sporting - Rescaldo da jornada europeia
O Sporting Clube de Portugal, terceiro clube da Europa com mais participações nas competições da UEFA, carimbou ontem, de forma tranquila/estava-a-ver-que- ainda-nos-“lixávamos”, a passagem ao play-off de acesso à fase de grupos da Liga Europa. Levámos de vencida o Nordsjaelland, uma equipa que todo e qualquer pivot com direito de antena em Portugal pronuncia de forma distinta (recordo, neste particular, com a saudade que se impõe, a moça que, certa vez, narrou o resumo do Campomaiorense x Boavista e chamava Ai-ev a Ayew), alcançando o competente score de 3-1 no total acumulado da eliminatória. Estes nossos valorosos adversários são, recordo, os actuais detentores da Taça Nacional do respectivo país - o Porto da Dinamarca, portanto - e actuais segundos classificados da Liga Nacional da Dinamarca - o Beira-mar da Dinamarca, portanto, que a tabela classificativa, se for feita com honestidade intelectual, deve obedecer ainda, e tão-só, à ordem alfabética. A meu ver, este Porto/Beira-mar dinamarquês acaba por se destacar essencialmente por contar nas suas fileiras com o filho do Michael Laudrup. E, como é sabido, a questão do pedigree é de suma importância no mundo do futebol: Jordi Cruyff, Edinho “Pelé”, Stefan Beckebauer, Paul Dalglish, Sam Shilton, Tiago Pinto ou aquele filho do Paulinho Cascável que jogava no Freamunde por empréstimo do Trofense, todos eles são exemplos de como o talento futebolístico é quase sempre hereditário. Todavia, sendo excepção que confirma a regra, este Andreas Laudrup é, também, um belo dum cepo, comprovando, para além de qualquer dúvida, que o talento na família Laudrup salta uma geração. O Sporting devia, inclusive, tratar é já de ficar com direito de preferência sobre o filho deste Andreas Laudrup. Relembro que o pai de Andreas, Michael, chegou a decidir uma eliminatória em desfavor do Sporting, marcando um chapéu de cabeça ao desorientado Lemajic. Questões de óbvia catarse sportinguista obrigariam o filho de Lemajic a defender um penalty do filho do Laudrup, nos descontos duma 2ª mão, decidindo a eliminatória agora a favor do Sporting. Mas o filho do Lemajic não joga no Sporting e, assim, este ainda é nome de levar um chapéu de cabeça do Michael Laudrup. Apenas. Em suma, sobre esta 2ª mão da 3ª pré-eliminatória da 51ª participação leonina numa prova europeia, é de destacar o regresso de Postiga aos golos europeus (sete anos tem todo ar de algo circunstancial) e o golo de Maniche, um português de pouco mais de metro e setenta que foi buscar o nome a uma charuteiro dinamarquês de metro e noventa e seis que, como se sabe, passou pelo Benfica há mais de vinte anos. Maniche representa a cripto-lógica do futebol, basicamente.
P.S: Entretanto, ditou o sorteio que o Sporting defrontará outra equipa dinamarquesa. Desta feita, o Brondby. Ou o Brøndbyernes Idrætsforenin, como dirão os nossos adversários, tentando dar a entender que se trata de um daqueles clubes com nome impronunciável, como se a impronunciabilidade fosse sinónimo de nabice futebolística. A nós, Sportinguistas, basta-nos apontar o óbvio e fazer notar que este Brondby é o segundo clube dinamarquês com maior número de títulos nacionais (o Barcelona da Dinamarca, está bom de ver). Qualquer profunda análise a este clube revelar-nos-á que,além do óbvio facto de serem adversários de uma zona ideal da Europa - os nossos vinte e poucos graus de qualquer noite de Agosto equivalem a cerca de cinquenta graus para um dinamarquês – esta colectividade, não tendo descendência directa do Laudrup, tem o irmão do Farnerud. Uma nuance elucidativa.
Marcadores: supertaça


0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial