Benfica - Rescaldo da Supertaça
Se me pedissem para conceptualizar, filosoficamente falando, a exibição do Benfica no passado sábado, diria que o Benfica foi a negação de si próprio. Porém, uma frase destas perde grande parte do seu sentido se considerarmos o Benfica enquanto categoria ontológica relativamente estável nos últimos vinte e cinco anos, com quatro ou cinco excepções. Neste caso, poderíamos dizer que o Benfica foi a reafirmação de si próprio. Lá está: entra aqui o elemento histórico e místico, tipo aquela serpente que morde a própria cauda e que significa a eternidade ou algo que o valha. Tendo tudo isto em conta, é caso para dizer que o grande desafio que Jorge Jesus tem pela frente é fazer da excepção a regra, reencarrilando o Benfica nas suas regras históricas, o que só se consegue com estabilidade e persistência. E, como vimos, a coisa não começou lá muito bem. Mas adiante, não dispersemos.
Considerando a História e a Filosofia como eixos analíticos do futebol por excelência, a par da Estatística e da Fézada, o Benfica deste início de temporada aparenta precisar também da palavra amiga e orientadora que só a ciência do Direito se mostra capaz de dar. Simplificadamente falando, diz-nos o artigo novecentos e três do Código Civil Português que “se a coisa vendida sofrer de vício que a desvalorize ou impeça a realização do fim a que é destinada, ou não tiver as qualidades asseguradas pelo vendedor ou necessárias para a realização daquele fim”,“o comprador – lê-se no artigo seguinte - tem o direito de exigir do vendedor a reparação da coisa ou, se for necessário e esta tiver natureza fungível, a substituição dela”. Ora, num mundo cada vez mais coisificado e antes que seja tarde em demasia, quem de direito deveria escrever uma cartinha ao presidente do Atlético de Madrid com este articulado. Coisa simples, ele iria perceber.
Quanto ao jogo de sábado propriamente dito, vamos a factos, meus preclaros leitores: Jesus parece cada vez mais loiro, Raul Meireles está careca e esconde a calvice com um penteado manifestamente pós-moderno, não jogámos patavina e ainda nos perdoaram três expulsões. Como dizia Henrique Calisto, "o futebol é isto".
Considerando a História e a Filosofia como eixos analíticos do futebol por excelência, a par da Estatística e da Fézada, o Benfica deste início de temporada aparenta precisar também da palavra amiga e orientadora que só a ciência do Direito se mostra capaz de dar. Simplificadamente falando, diz-nos o artigo novecentos e três do Código Civil Português que “se a coisa vendida sofrer de vício que a desvalorize ou impeça a realização do fim a que é destinada, ou não tiver as qualidades asseguradas pelo vendedor ou necessárias para a realização daquele fim”,“o comprador – lê-se no artigo seguinte - tem o direito de exigir do vendedor a reparação da coisa ou, se for necessário e esta tiver natureza fungível, a substituição dela”. Ora, num mundo cada vez mais coisificado e antes que seja tarde em demasia, quem de direito deveria escrever uma cartinha ao presidente do Atlético de Madrid com este articulado. Coisa simples, ele iria perceber.
Quanto ao jogo de sábado propriamente dito, vamos a factos, meus preclaros leitores: Jesus parece cada vez mais loiro, Raul Meireles está careca e esconde a calvice com um penteado manifestamente pós-moderno, não jogámos patavina e ainda nos perdoaram três expulsões. Como dizia Henrique Calisto, "o futebol é isto".
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