quarta-feira, 21 de julho de 2010

A pré-época do Sporting

Se obrigado a adjectivá-la, devo dizer que considero que a pré-época tem sido morna. Aliás, considero mesmo que sensivelmente desde o icónico “Geraldão no Benfica” de, creio, oitenta e nove/noventa, que a pré-época se tem pautado pela profunda tepidez. Bom, o Porto lá exultará com a contratação de Moutinho, é certo, mas é preciso notar que, excepção feita aos exemplos práticos de como seria se uma criança marcasse todos os cantos e livres perigosos do clube, o algarvio já pouco ou nada oferecia ao Sporting. De resto, devo apontar o óbvio e lembrar que a pior notícia do defeso sportinguista se consubstancia, isso sim, na manutenção dos atletas Abel e Grimi no plantel. Duas pessoas cuja profissionalização é um dos mais profundos mistérios da humanidade e que tornariam equilibrado até o Mundial de 70 – se jogassem pelo Brasil, bem entendido (Carlos Alberto e Everaldo, cheguem-se para lá!). Mas, enfim, parece que até há treinadores novos. Paulo Sérgio no Sporting, com entusiástico destaque para o facto de ter, na sua equipa técnica, meia defesa do Gil Vicente dos anos 90 (o mais épico Gil Vicente da história, como bem sabemos), e André Vilas-Boas no Porto. Este último, além de ser um treinador que usa hífen, é, acima de tudo, um treinador que existe para que todos possamos ver como seria o 'Chucky: o boneco diabólico' aos 32 anos e de fato de treino. Quanto ao Benfica, mantendo Jorge Jesus, parece ter cometido o erro crasso de ter contratado um guarda-redes que é conhecido apenas pelo primeiro nome. Desde Yannick (a par de “Hugo”, um dos nomes a quem o talento futebolístico menos deve) que tal não sucedia, e, antes do francês ex-Alverca, é preciso recuar quase dez anos, até Silvino. Ter de chegar até Silvino, seja para o que for, é indicador que fala por si. Há ainda a registar a infeliz ocorrência do clube vermelho ter perdido o Di Maria, tendo então, e por arrasto directo, a Liga Portuguesa perdido uma cara que não se percebe. Mais que o alegado virtuosismo técnico, Di Maria sempre foi essencialmente forte em surpreender os adversários com a sua cara. Finalmente, os jogos de apresentação, em relação ao que podemos esperar de cada clube, foram elucidativos: o Porto a vencer com golos irregulares e com exibições medíocres que passam por “carisma” e “organização”, o Sporting a vencer equipas cheias de ex-jogadores do Porto, e o Benfica a defrontar um clube, o Mónaco, detentor, tal como os encarnados, de uma sui generis relação com o conceito de imposto.

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3 Comentários:

Anonymous RaffaeleC17 disse...

lol
ta cert msm asserio ...
ms o man city tnha jogadores do porto ?

29 de julho de 2010 às 00:43  
Anonymous Anônimo disse...

O jogo de apresentação do Sporting foi contra o Lyon e não contra o Manchester City.

29 de julho de 2010 às 10:23  
Anonymous Anônimo disse...

Boa Jim Salinas Leighton és um analista com muito mais visão e perspicácia do que o Rui Santos e Luis Freitas Lobo reunidos :-)

Alou

14 de agosto de 2010 às 00:23  

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