Jornada 24 - O mal dos outros
Virada que foi a vaga aflição trazida pelo confronto com a Académica, e enquanto não é a hora de festejarmos o campeonato no túnel da luz, o portista carente de emoções futebolísticas não tem outro remédio senão virar-se para as eleições do Sporting (eu sei, eu sei). Há muito que aquele clube não conseguia cativar os meios de comunicação social além das rádios regionais e das tardes em que a redacção da “Bola Branca” se apanha com falta de assunto e, acto contínuo, telefona ao filho de um dos 5 violinos para um pizzicato de nostalgia.
Enquanto José Eduardo Bettencourt faz repousar todas as suas possibilidades de redenção na hipótese de Sinama Pongolle mostrar no Saragoça que afinal não é inferior ao Rodrigo Tiui, os 5 candidatos do Sporting fazem repousar todas as hipóteses de prosperidade futura em mostrar que não são tão maus como Godinho Lopes. Godinho Lopes é o que tem mostrado mais dificuldade em distanciar-se da sua existência enquanto pessoa anódina: as tentativas de produzir um camuflado com Luís Duque, Carlos Freitas e Domingos embatem com gravidade no brilho da sua insignificância. Ainda assim o mais surpreendente é a dificuldade dos outros candidatos para serem incrivelmente melhores do que Godinho Lopes: não são.
Dias Ferreira nesta contenda tem momentos em que parece ser uma pessoa a quem poderíamos entregar o cão para que o passeasse uns 15 minutos, não é: o mais acertado será levar o cão directamente para o matadouro municipal. Abrantes Mendes, irmão gémeo de Defensor de Moura em quem votei nas últimas eleições, conseguiu ganhar um debate; por deus quando um homem daqueles ganha um debate a hipótese de entregar o Sporting a um ditador sul-americano dos anos 70 na reforma deve ser seriamente ponderada. A bitola posta nestas eleições cria a ilusão que Pedro Baltazar é um pouco melhor que o rei Jorge VI recentemente representado por Colin Firth, não é. Enquanto o rei Jorge VI se entaramelava porque o aparelho vocal tinha dificuldade em acompanhar o tempo discursivo do seu pensamento, Pedro Baltazar (um homem bonito que passou ao lado de uma carreira como modelo de relógios caros) desacelera a fala para que lentidão do seu pensamento tenha uma qualquer banda sonora.
Já Bruno de Carvalho no meio daquela salsa parece ser o Martin Luther King dos tempos modernos, não é. Além de uma boa voz e de uma assertividade que parece fazer medo aos demais contendentes, em condições normais Bruno de Carvalho teria poucas hipóteses de ganhar as eleições da União de Coimbra nem que o Mandatário fosse o Abramovich (de notar que a União de Coimbra, tal como o Sporting, há anos que não tem futebol sénior). Mas nada disto é normal e o Sportinguistas devem ter a inteligência de escolher o Martin Luther King de trazer por casa: uma voz grossa e uns russos com dinheiro a sobrar é mais do que qualquer um dos outros candidatos tem para oferecer.
Enquanto José Eduardo Bettencourt faz repousar todas as suas possibilidades de redenção na hipótese de Sinama Pongolle mostrar no Saragoça que afinal não é inferior ao Rodrigo Tiui, os 5 candidatos do Sporting fazem repousar todas as hipóteses de prosperidade futura em mostrar que não são tão maus como Godinho Lopes. Godinho Lopes é o que tem mostrado mais dificuldade em distanciar-se da sua existência enquanto pessoa anódina: as tentativas de produzir um camuflado com Luís Duque, Carlos Freitas e Domingos embatem com gravidade no brilho da sua insignificância. Ainda assim o mais surpreendente é a dificuldade dos outros candidatos para serem incrivelmente melhores do que Godinho Lopes: não são.
Dias Ferreira nesta contenda tem momentos em que parece ser uma pessoa a quem poderíamos entregar o cão para que o passeasse uns 15 minutos, não é: o mais acertado será levar o cão directamente para o matadouro municipal. Abrantes Mendes, irmão gémeo de Defensor de Moura em quem votei nas últimas eleições, conseguiu ganhar um debate; por deus quando um homem daqueles ganha um debate a hipótese de entregar o Sporting a um ditador sul-americano dos anos 70 na reforma deve ser seriamente ponderada. A bitola posta nestas eleições cria a ilusão que Pedro Baltazar é um pouco melhor que o rei Jorge VI recentemente representado por Colin Firth, não é. Enquanto o rei Jorge VI se entaramelava porque o aparelho vocal tinha dificuldade em acompanhar o tempo discursivo do seu pensamento, Pedro Baltazar (um homem bonito que passou ao lado de uma carreira como modelo de relógios caros) desacelera a fala para que lentidão do seu pensamento tenha uma qualquer banda sonora.
Já Bruno de Carvalho no meio daquela salsa parece ser o Martin Luther King dos tempos modernos, não é. Além de uma boa voz e de uma assertividade que parece fazer medo aos demais contendentes, em condições normais Bruno de Carvalho teria poucas hipóteses de ganhar as eleições da União de Coimbra nem que o Mandatário fosse o Abramovich (de notar que a União de Coimbra, tal como o Sporting, há anos que não tem futebol sénior). Mas nada disto é normal e o Sportinguistas devem ter a inteligência de escolher o Martin Luther King de trazer por casa: uma voz grossa e uns russos com dinheiro a sobrar é mais do que qualquer um dos outros candidatos tem para oferecer.


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