quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Sporting - Jornada 3

Na passada segunda-feira, ao vencer a Naval, o Sporting conseguiu equilibrar o seu saldo contra equipas amarelas: após desaires contra Paços e Brondby, vitórias sobre o mesmo Brondby e Naval. Na equipa da Figueira da Foz, entusiástico destaque para Previtali, um avançado com nome de remédio ou cereal de pequeno-almoço que dá energia e sabe a papelão, e para o seu treinador, o francês Victor Zvunka. É que este último, para além de ter nome de vilão de filmes do James Bond, apresenta ainda a espectacular característica de ter a cabeça (não no seu sentido mais figurativo, mas enquanto existência física) do Zico, o que o torna num sósia perfeito da antiga glória brasileira. De resto, se nunca foi pago para fazer de Zico em festas, Victor Zvunka tem esbanjado uma grande oportunidade de ganhar uns trocos, provavelmente sem recibo.

Na nossa equipa verde, opto por fazer dois destaques. O primeiro para dois jogadores: Yannick Djaló e Abel Ferreira, pelo golo e assistência, respectivamente. Factos tanto mais louváveis quando nos apercebemos tratar-se de atletas para quem, e mais uma vez respectivamente, a) um controlo de bola básico e b) qualquer toque de bola sem olhar primeiro para o chão a ver se a bola ainda lá está, são acontecimentos que se revestem do exacto mesmo grau de dificuldade que um golo de pontapé de bicicleta desde a linha de fundo enquanto se tenta adormecer um bebé ao colo.

O meu segundo destaque vai para o melhor jogador sul-americano de dois-mil-e-seis (prémio anual de invulgar gabarito, apenas ensombrado pelo terceiro lugar de Hugo Ibarra em dois-mil-e-sete): Matias Fernandez. Pela competente prestação no encontro contra a Naval, mas também porque o meu moderadamente estimado colega Sena Martins resolveu, no seu espaço, galhofar a propósito de um lance protagonizado pelo mago chileno no encontro contra o Brondby. Tomo a liberdade de esclarecer: Matias, num lance de quatro para um a seu favor, perde a bola para uma entrada à betoneira do dinamarquês porque é um romântico, um exímio gestor de emoções e sentimentos. Matias falhou esse lance por mera questão de gestão de intensidade vitoriosa. Se tivesse resolvido aquele lance, bem antes do apito final, com um tento ou passe para um tento, seria como se Matias Fernandez tivesse optado por realizar um filme em que o herói matava o mau a vinte minutos do final e, nesses últimos vinte minutos, ficávamos a ver esse mesmo herói a almoçar com a sua família e a ir às Finanças. Assim, graças a Matias, tivemos filme até final e inclusivamente com um herói inesperado: Djaló - que, como Bruce Willis n'O Sexto Sentido, estava morto desde o início, e protagonizou o twist que catapultou definitivamente o Sporting para a fase de grupos da Liga Europa. São assim, os grandes cineastas.

Afora esse aspecto, sinto-me ainda obrigado a lembrar toda a comunidade que existem, no Youtube, vídeos de Matias Fernandez vs. Ronaldinho. E se o simples facto de haver vídeos desta natureza não for inequívoco indicador de qualidade, eu não sei o que será. Não há vídeos de “vs. Ronaldinho” com qualquer um e não é por acaso que o Youtube não tem, por exemplo, um Ruben Micael vs. Ronaldinho ou um Hulk vs. Ronaldinho (há um Hulk vs. Thor, para compensar). Admito, todavia, a mais que provável existência de um Moutinho vs. Figo, ainda que por outras razões que não as avarias com uma bola.

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1 Comentários:

Anonymous Jay-Jay Jorgensen disse...

Parece-me é que há, para além dos 33 no norte do Chile, há mais dois chileno metidos num grande buraco: o Matias e o Valdés. No Sporting, escusado será dizer.

2 de setembro de 2010 às 15:00  

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